
Para ferramentas de haste cilíndrica, como fresas de topo e brocas, existem três formas principais de fixação no porta-ferramenta: por pinça, hidráulica e térmica. Cada uma resolve melhor um tipo de trabalho.
Pinça
A pinça é a mais versátil. Um mesmo porta-pinça aceita várias medidas de haste, trocando só a pinça. É a escolha natural quando o ferramental varia muito. A precisão depende da classe da pinça e do aperto correto da porca.
Nos porta-pinças DC e SK da Sanches Blanes, o batimento máximo é de 5 µm a 2,5 x D, com balanceamento G2.5 a 25.000 rpm.
Hidráulica
No mandril hidráulico, um parafuso pressuriza um fluido que expande uma bucha de parede fina contra a haste. A fixação é uniforme em volta da haste, o que favorece a concentricidade e ajuda a amortecer vibrações. A troca é feita com uma chave, sem equipamento adicional. Os mandris hidráulicos SK-40 e SK-50 da Sanches Blanes chegam a 0,003 mm de erro de concentricidade, sob consulta.
Térmica
Na fixação térmica, o porta-ferramenta é aquecido, dilata, recebe a haste e, ao esfriar, a prende por contração. O resultado é uma fixação muito rígida e concêntrica, com um porta-ferramenta esbelto, bom para alcançar cavidades. Exige um equipamento de aquecimento e cuidado na montagem. Na linha Sanches Blanes, a fixação térmica é o sistema Interfix.
Como escolher
- Muitas medidas de haste e trocas frequentes: pinça.
- Acabamento fino e vibração a controlar: hidráulica.
- Alta rotação, rigidez e alcance: térmica.
As bulas técnicas de montagem e torque de aperto ajudam a tirar o máximo de cada sistema. Elas estão na página de porta-ferramentas.


